A Ilha
Em uma de minhas viagens em 1978, estava com minhas amigas e algo bateu no casco do barco, e ficamos naufragadas em uma ilha aparentemente deserta.
Depois de alguns dias, a comida que havia no bote que nos levou ate a ilha tinha acabado, e ficamos sem alternativas. Por isso eu e minha melhor amiga, Agatha, fomos em busca de alimentos, achamos, cocos, bananas, algumas frutas desconhecidas que estavam sendo comidas por macacos e água de uma linda cachoeira.
Levamos os suprimentos para nossas amigas, e recebemos a triste noticia que duas de nossas amigas haviam sido raptadas por índios, logo após nos contar pegaram o bote e fugiram.
Eu e Agatha ficamos sem saber o que fazer então fomos um banho para tentar acalmar-nos, e notamos que não estávamos sozinhas,saiu do mato ma jovem nativa chamada Eleinahtan,que estava pegando frutas na mata quando nos avistou, assustada correu em direção a cachoeira, fomos atrás dela, devido sua mistura com portugueses ela entendia nossa língua, descobrimos onde foram presas nossas amigas, a jovem nativa prometeu nos ajudar no entanto teria que ser a noite,e troca ela queria conhecer a cidade.
Ao anoitecer Eleinahtan foi ao nosso encontro na cachoeira, levando-nos ate a tribo. Ao chegarmos fomos surpreendidas por dois lindos índios, que eram irmãos de Eleinahtan.
Em desespero corremos em direção a mata, mas fomos prosseguidas pelos irmão dela. Sem percebemos caímos em uma armadilha de onça. Eleinahtan, que foi atrás dos irmãos tirou-nos da armadilha e falou:
-O que estão fazendo Acordados?
- Sabíamos de tudo. -Disse Cauã. – Nós estávamos atrás da arvore e ouvimos a conversa de vocês.
-Por favor, nos ajude. – Disse Agatha.
-Ajudaremos, mas em troca Fugiremos com Vocês. – Disse Irani.
- Concorda Tinuviel. - Disse Agatha olhando para mim com sinal de concordância.
Logo concordei.
A caminho da tribo descobrimos varias coisas sobre eles, no entanto nos despertou um interesse. Ao chegarmos à tribo descobrimos que nossas amigas haviam fugido, notamos que não fomos bem recebidas e também tentamos fugir, mas correram atrás de nós e nos capturaram, no entanto não poderíamos mais ver Eleinahtan.
Ao anoitecer Cauã e Irani foram ao local onde estávamos presas, levaram-nos comida e passaram a noite conversando com nós. Horas depois descobrimos que um barco estava chegando à ilha. Eles ficaram felizes ao saber que poderiam ir conhecer a cidade.
Não sei por quais motivos mais começamos a falar sobre família, e perguntamos sobre seu pai. Eles falaram que não tinham afinidade com o pai, pois a historia que sua avó contava era muito horrível.
Ela dizia que antes de partir pela primeira vês ele havia prometido voltar, e voltou, mas quando voltou bateu na mãe deles, por que ela havia engravidado dele e de gêmeos, e ainda depois do ato ela ficou desacordada, e quando acordou, ele estava saindo de cima dela e botando suas roupas,ela levantou e tentou bater nele , mas ele bateu em sua cabeça que fez com que ela voltasse a desmaiar,e disse que foi assim que Achila engravidou de Eleinahtan.
Mas eles passaram a não acreditar, pois quando agente perguntou para eles se haviam falado com a mãe deles sobre isso, disseram que sua avó os proibiam.
Ao descobrirem que tinha um tripulante ferido no navio trouxeram logo ele para a tribo,para cuidar de seus ferimentos devido eles não terem certo conhecimento sobre medicina, Achila pediu para nos saltar para cuidarmos dos ferimentos dele.
Ao nos soltarem fomos logo tratar dos ferimentos do tripulante que se chamava Jehff, mas achamos estranho, pois Achila estava muito interessada na situação do rapaz. Eleinahtan e seus irmãos também desconfiaram daquela situação mais não se importaram muito com a preocupação da mãe, pois eles também estavam preocupados e saíram a procura de alimentos para ele.
Ao retornarem a tribo com os alimentos deram logo ao tripulante ferido que estava em repouso em uma oca no fim da tribo. Ao chegarem à oca viram sua mãe conversando com o tripulante, eles acharam um pouco estranho, mas não ligaram muito, deixaram os alimentos e foram ao nosso encontro para darmos um passeio pela ilha.
Ao passearmos, Agatha tropeça em uma pedra e Cauã a segura a olha profundamente e se beijam. Eu, Irani e a intrometida da Eleinahtan nos olhamos e soltamos na gargalhada,Agatha me olha vermelha e fala:
- Para Tinuviel, até parece que nunca Caiu.
Daí sim chegou a doer minha barriga de tanto que eu ria.
Já era de noitezinha, quando paramos todos na margem da cachoeira onde a lua brilhava como nunca,sentamos em uma pedra e continuamos a conversar. Derrepente Irani pega minhas mãos e me olha com aqueles lindos olhos castanhos e aquele cabelo um pouco caído sobre os mesmos, e fala alguma coisa na língua nativa, e me beija.
Um dos índios da tribo vem avisar, que Achila precisava falar algo, ao chegarmos a tribo fomos ate a oca onde estava Achila e Jehff. Cauã pergunta o que a sua mãe queria e ela fala:
- eu tenho um assunto muito serio para falar com vocês.
-Então fale. – Disse Eleinahtan.
Com um lindo sorriso em sua face jovem ela fala:
- Jehff é o pai de vocês.
- Tem Certeza Mãe? – Disse Irani. – Ele não parece muito com nós, e nem parece que ele fez o que a vó falou.
Um silêncio tomou conta da oca, então depois de um tempo, sua mãe pergunta:
- O que minha mãe falou?
Cauã começa a contar e sua mãe e sue ficam apavorados com tanta abobrinha que estavam ouvindo.
Achila quis logo ir tirar satisfações com sua mãe, mas os seus filhos acharam que seria melhor levar o pai deles para conhecer a avó, para ver o que ela iria falar e fazer.
Ao chegarem ao local onde sua avó estava, encontramos ela preparando o arco e flecha, logo olhou-nos e disse com uma expressão de ódio.
- Vocês não deviam ter se metido em nossas vidas ela estava muito bem sem ele. – Então olhando ara Jehff voltou a falar. – Você também não precisava ter aparecido por aqui.
Apontando a flecha para nos pergunta:
-Quem será a primeira a morre?
Então com uma expressão de medo, fechamos os olhos e então ouvimos o barulho da flecha e alguém caindo no chão, na hora que abrimos os olhos , estava Achila segurando a mão de sua mãe e nossas amigas atrás de um monte te índios que sabiam da mentiras e de todas as coisas ruins que avó Irani, Cauã e Eleinahtan já tinha feito.Para nossa Surpresa sai Eleinahtan de traz dos índios com o arco e uma flecha nas mãos.
Cauã e Irani correram e abraçaram Eleinahtan.
Em seguida Jehff Corre e abraça sua amada.
Tempos depois quando Jehff já podia navegar novamente, Irani, Cauã e Eleinahtan estavam muito ansiosos com a viagem, mas decidiram ficar e seguir suas vidas nas terras onde sempre haviam vivido.
Ao olharmos e percebemos o quanto estávamos felizes, decidimos ficar e viver ao lado das pessoas que tanto gostávamos.
Passado alguns anos, aprendemos sobre aquela cultura e nos acostumamos a viver naquelas terras.
Ano passado eu e Agatha nos casamos com Irani e Cauã. Envio através desta carta noticias minha e de Agatha para nossas famílias, para saberem que viveremos felizes ate o fim de nossas vidas.
Autoras:
Pâmela Vaz Camargo
Vanessa Costa Da Silva
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Assinar:
Comentários (Atom)
